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Abalo no PSD de SC; Queda do ex-CGE era esperada; Nada é surpresa nesta administração; Daniela liga para deputados; A CPI é um fim que justifica os meios

Por: Marcos Schettini
30/06/2020 11:38 - Atualizado em 30/06/2020 11:53
Bruno Collaço/Agência AL

A CPI tem prazo de validade

Os esforços feitos pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito é um só. Querem saber o mapa da corrupção no governo Moisés e Daniela Reinehr. Saber onde o dinheiro público foi parar e por que os principais quadros da Administração estadual deram um cavalo-de-pau em direção ao esquema que, até o momento e embora negue, tem as digitais de Douglas Borba, o supersecretário que falava em nome do seu acima. Os deputados têm autoridade para definir os caminhos e como tudo vai terminar no final das investigações. Não é a ideia de um ou de outro parlamentar desejando este ou aquele caminho. A relatoria é quem vai fazer a redação do labirinto em que esta gestão entrou. Este é um cenário. O outro é o aumento aos membros da PGE que foi um ato de improbidade administrativa que o chefe do Estado concedeu e a vice, interina, deu continuidade. O Tribunal de Contas já mostrou o tombo. Tudo, o conjunto da obra, já anuncia o roubo da confiança do cidadão. Não é pessoal. É salvação que, tanto nele, quanto nela, tem a marca da destruição. Mas como Milton Hobus deverá sair da CPI e da presidência do PSD para dar seus esclarecimentos de campanha, há um respiro. Pode ser o último da dupla. A reação do governador contra a Alesc é clara. Seu gesto foi entendido como provocação de onça ferida. Não vai ficar barato.


FISGADA

Com o Gaeco entrando na Alesc e na Prefeitura de Rio do Sul, Milton Hobus fica arranhado para continuar na CPI dos Respiradores. Como presidente do PSD, deverá pedir licença para não ferir o cenário político. Permanecer, diminui.


FESTA

Tudo o que Moisés precisa neste momento é de uma brisa para tirar a mira fulminante em sua direção. Com o Gaeco entrando no gabinete do presidente do PSD de SC, alivia para que possa se articular.


BRISA

O vento que assopra sobre o teto da Casa d’Agronômica deve amenizar se as movimentações políticas não forem retomadas na Alesc. Milton Hobus é quadro forte, visto com moralidade. Ficar na CPI e na presidência do partido, corrói o horizonte.


SURPRESA

A política é a movimentação da roda. Quando ela para, dá para desparafusar o possível para ela tombar. Como gira e dificulta as mexidas em várias direções, o quadro muda permanentemente. Agora, muda muito.


OUTRO

A queda de Luiz Felipe Ferreira da CGE não pegou ninguém de surpresa. Gaguejando na CPI dos Respiradores, o ex-controlador-geral só foi uma consequência. Ele irritou os deputados porque mostrou-se arrogante e evasivo. O tropeço dele é a profecia de todos. Inclusive a chapa de 2018.


HOJE

A presença de Amandio João da Silva na CPI diz muito do amanhã. O substituto de Douglas Borba foi pego em uma virtual com os arquitetos da corrupção dos Respiradores que, em tese, pode não ser nada, mas, também, tudo.


NADA

Carlos Moisés não acerta uma. Quando iria dar um gol olímpico indefensável com a entrada do cel. Araújo Gomes na Segurança Nacional, tropeçou pelas mãos da vice Daniela Reinehr. Ali, com tudo errado, tem dado certo para cair ambos do Poder.


EXAGERADA

Os deputados querem mexer, também, na questão dos gastos que Daniela Reinehr investiu em sua própria segurança. Nenhum outro governador, muitos menos vice, em qualquer tempo de SC, viveu em tão alta fartura. A vice pensa-se em perigo físico.


TALVEZ

O chamado perigo físico que Daniela Reinehr estaria mergulhada, uma fobia alimentada desde o 2° turno eleitoral, se estende agora pela guerra entre ela e o titular. Moisés apostou tudo na representação da vice que, ao cuspir no prato, criou animosidade.


REAL

Se Carlos Moisés e Daniela Reinehr não podem se encontrarem em qualquer situação, ambos igualmente com a sociedade. O quadro de total apatia e indignação do cidadão com estas duas autoridades, é de desgosto e afronta. Precisam de segurança mesmo.


REVELAÇÃO

Como todos os dias tem um fato destrutivo no governo Moisés, espera-se novas quedas de secretários. Foi criado uma aposta virtual entre quadros para ver quem, dos atuais, será o próximo. Avaliam que a gestão estadual é de fim de feira. Sai, salvando-se, ou pior, morre junto.


DESEMPENHO

As estrelas mais evidentes da CPI, João Amin, Ivan Naatz e Kennedy Nunes, farão hoje um trabalho de incisão plena para saber tudo o que é o mistério que cerca Carlos Moisés da Silva. O Bombeiro está desidratado e, hoje, não apaga nada. Tudo que assoprar, inflama.


PACTO

A partir de agora nenhuma autoridade vai falar sobre qualquer situação atual do governo Moisés ou da CPI. Querem evitar que qualquer declaração seja interpretada como inclinação pró ou contra a cassação. O processo todo, às claras como sempre, mas silencioso.


ELA

Daniela Reinehr tem ligado para os deputados pedindo audiência para levar argumentos da necessária cassação de Carlos Moisés. Quer um acordão para seu mandato tampão leiloando os espaços. Sabem eles que, incorrer nesta direção, é desastre na certa.


DESASTRES

As tentativas da vice, desenhando um traçado que favoreça sua ida para a Casa d’Agronômica, é fato, mas não de direito. Ela, como ele, rasgou a Constituição estadual e vão, pelo conjunto da obra, ter destino comum, e não separado. As peças de impeachment são na dupla e não separado.



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