Close Menu

Busque por Palavra Chave

Família troca bovinocultura pela produção de banana orgânica às margens do rio Uruguai em Chapecó

Por: LÊ NOTÍCIAS
28/07/2020 14:47
Epagri Produção de banana orgânica se tornou principal fonte de renda da família Bucoski, de Chapecó Produção de banana orgânica se tornou principal fonte de renda da família Bucoski, de Chapecó

Frutas tropicais como banana, goiaba e maracujá, não muito comuns nas paisagens do Oeste Catarinense, se tornaram um bom negócio para agricultores da região. Essas espécies, sensíveis a geadas, são cultivadas em microclimas onde o fenômeno não ocorre, como locais próximos a rios e barragens.

A Epagri estimula os agricultores a aproveitar essas áreas com a fruticultura tropical para garantir uma nova fonte de renda e subsistência familiar. Essa também é uma forma de reduzir a saída de recursos da região, já que grande volume dessas frutas precisa ser comprado para abastecer a demanda local – toda semana, o Oeste importa cerca de 150t de banana.

Em 10 propriedades onde estão instaladas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) ou Unidades de Observação (UOs), a Epagri realiza estudos, além de oficinas, reuniões e dias de campo com os produtores.

A Empresa ainda ajuda as famílias a buscar espaços de comercialização. Já são cerca de 40 propriedades no Oeste cultivando frutas tropicais em 30 hectares de onde saem, anualmente, 200t de banana, 10t de goiaba e 30t de maracujá. Como a maior parte das vendas ocorre diretamente ao consumidor ou por meio de programas governamentais, a margem bruta do produtor é bem atrativa, mesmo em pomares pequenos.

Família troca bovinocultura pelas frutas

Na propriedade dos Bucoski, às margens do rio Uruguai, em Chapecó, a produção de banana orgânica deu tão certo que se tornou a principal fonte de renda. Com a formação do lago da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, em 2010 eles trocaram a bovinocultura pela fruticultura, recebendo orientação e acompanhamento da Epagri.

Danilo e Cleocir foram melhorando e ampliando a produção aos poucos e, hoje, fazem sucesso na região. O casal cultiva 5ha e colhe até 50t de banana por ano. “Dá para viver bem, principalmente porque fazemos venda direta para o consumidor e ganhamos um preço melhor, cerca de R$ 3,00 cada kg. Com o que sobra, fazemos doces e agregamos valor ao produto”, diz Danilo. Os doces são fabricados em uma agroindústria instalada na propriedade, que é usada por mais seis famílias para incrementar a renda com as delícias tropicais do Oeste.


Outras Notícias
Semasa Itajaí
Alesc - Novembro
Unochapecó
Rech Mobile
Publicações Legais Mobile

Fundado em 06 de Maio de 2010

EDITOR-CHEFE
Marcos Schettini

Redação Chapecó

Rua São João, 72-D, Centro

Redação Xaxim

AV. Plínio Arlindo de Nês, 1105, Sala, 202, Centro