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Entrevista | Coronel Armando segue fielmente cartilha de Bolsonaro na Câmara dos Deputados

Por: Marcos Schettini
06/08/2020 15:12
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Formado em 1976 na Academia Militar das Agulhas Negras, a mesma que formou Jair Messias Bolsonaro em 1977, Luiz Armando Schroeder Reis tem seguido à risca a cartilha bolsonarista na Câmara dos Deputados. Coronel com trajetória importante no Exército Brasileiro, inclusive na assessoria de Estado-Maior do Comando Militar, em 2018 foi eleito deputado federal com pouco mais de 60 mil votos.

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Marcos Schettini, coronel Armando falou da sua atuação em defesa das bandeiras bolsonaristas consagradas nas urnas, comentou sobre o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e enfatizou que Carlos Moisés não seria eleito sem usar o nome de Jair Bolsonaro. “Era um desconhecido”. Confira:


Marcos Schettini: Qual sua leitura do Governo Bolsonaro?

Coronel Armando: O Governo Bolsonaro tem atendido no que se propôs, de ser um governo diferenciado, com base em valores como família, fé cristã e sem corrupção. Tanto que apesar de a oposição tentar desmoralizar nosso presidente, em um ano e oito meses de governo não há um apontamento ao Executivo de falta de compromisso com os recursos públicos. Diferentemente da prática de governos anteriores.


Schettini: Quando ele tirou Sergio Moro da Justiça, não foi um recado de destruição da Lava-Jato?

Cel. Armando: É discricionário ao presidente nomear e exonerar seus ministros. No caso da exoneração, ela ocorre principalmente quando os agentes não estão de acordo com os valores e propostas do governo, e defendo que a prática deve, sim, ser feita para a continuidade dos trabalhos. Na época, Sergio Moro queria ser mais do que um ministro de Bolsonaro, no entanto, dentro da legalidade, todos estão sujeitos a sua ordem, visto que é Bolsonaro o chefe da Nação.


Schettini: Onde o ex-ministro errou?

Cel. Armando: Não posso apontar falhas do ex-ministro a não ser afirmar de que não estava alinhado com o governo de Jair Messias Bolsonaro.


Schettini: Quem é Jair Bolsonaro sem a Lava Jato?

Cel. Armando: Jair Messias Bolsonaro é presidente do País e, como todo cidadão, está sob as leis da Constituição Federal, respeitando a independência dos poderes. A Lava Jato permanece e tem o apoio do presidente, assim como tantas outras atividades que buscam limpar o país do histórico de corrupção de governos anteriores.


Schettini: Qual sua avaliação do mandato?

Cel. Armando: Fui eleito para auxiliar com a governabilidade do presidente Jair Messias Bolsonaro e acredito que estou conseguindo cumprir com a missão. Hoje, também sou, dentro da Câmara dos Deputados, um dos vice-líderes do governo Bolsonaro e, ao lado de mais colegas, tenho atuado frente às importantes matérias. No atual cenário, principalmente naquelas que buscam amenizar os efeitos gerados pela pandemia do coronavírus. Infelizmente, o governo tem muita resistência por parte da oposição que busca desmoralizá-lo, colocando suas ideologias acima daquelas do país e de seu povo. Mas seguimos firmes naquilo que acreditamos ser o melhor para os brasileiros e diariamente vencendo um leão.

Schettini: Carlos Moisés é uma verdade ou mentira eleitoral?

Cel. Armando: O governador de Santa Catarina se afastou daquilo que o elegeu. Sem o presidente, na época candidato, Jair Bolsonaro, ele não teria sido eleito. Era um desconhecido. Hoje vemos um governador afastado não apenas de seu principal cabo eleitoral, mas das bandeiras que o elegeram. É inadmissível escândalos como os de corrupção. Que as investigações ocorram e a justiça seja feita.


Schettini: Por que o Sr. não fala nada contrário ao Centrão que o presidente tem se afinado?

Cel. Armando: Não é possível governar sozinho. Inclusive o desafio quase que diário é buscar os acordos em importantes matérias, no caso da Câmara, entre os 513 deputados. Trabalhar só com o próprio partido ou com aqueles que votaram em Bolsonaro, é impossível. Não há nada de errado em buscar aliados para que as importantes pautas avancem e o Brasil e os brasileiros sejam atendidos.


Schettini: O discurso da nova política morreu?

Cel. Armando: Se a nova política for o Brasil acima de tudo e abaixo à corrupção, acredito que ela nunca esteve tão viva como no governo de Bolsonaro.


Schettini: Então por que o presidente se afina aos que ele repudia?

Cel. Armando: Nós repudiamos práticas. Aqueles que acreditam no governo e de forma lícita buscam apoiá-lo, podem sim ser agregados.


Schettini: Qual o futuro que o Sr. se observa na política?

Cel. Armando: Eu penso em continuar apoiando o governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Acredito que o Brasil está mudando e isso só está ocorrendo porque o presidente Jair Bolsonaro tem a persistência e a determinação necessária para fazer as mudanças. É preciso que ele tenha apoio e eu, como um dos vice-líderes do governo na Câmara, pretendo continuar a apoiá-lo. A população se manifestou pela mudança e temos de trabalhar para que ela ocorra com políticas que visam o respeito ao recurso público e políticas que realmente atendam a necessidade do povo.


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