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OAB rejeitada em 2019; OAB usada em 2020; Daniela e Moisés unidos na separação; O tempo derreteu; O Sermão da Joaquina

Por: Marcos Schettini
10/08/2020 09:49 - Atualizado em 10/08/2020 10:20
Mauricio Vieira/Secom

O Sermão na Montanha

O marido de Késia subiu as dunas da Joaquina vestido de 71% dos votos. Lá, falando para os números que obteve, disse que seria uma nova Santa Catarina. Que iria colocar fogo na ponte para ninguém passar. Que não faria conversa com os velhos da política. Que não se misturava, que não precisava de ninguém porque o resultado dizia por si. Que 40 minutos de discurso na Alesc ou simplesmente 30 minutos, assegurava sua voz de trombone. Que empresários e seus líderes falam com Lucas Esmeraldino. Que é técnico, não político. Trabalha das 8h30 às 17h30 de terça a quinta. Se tiver problemas como em Blumenau, que vá o chefe da Defesa Civil. Não precisa dos deputados, muito menos dos membros do TJ e dos conselheiros do TCE. Que não chama deputados para dentro do governo porque, autossuficiente, tem Douglas Borba, Jorge Tasca, Helton Zeferino e toda a turma dos respiradores fantasmas. Agora, com a bíblia da soberba e arrogância, queimando no fogo dos churrascos, festas de violão e karaokê na Casa d’Agronômica, olha-se com o pescoço já decapitado. Como mesmo disse, olha-se como um predestinado.


DESESPERO

Carlos Moisés chutou o palanque central de posse de Rafael Horn no começo do ano passado, mas agora beija a mão do presidente da OAB, com visita inloco como que, sempre juntos, a entidade tenha recebido sempre seu respeito.


FRAGILIZADO

O governador é um pigmeu e sabe disso. Quando virou as costas para tudo e todos, via-se o Monte Everest incapaz de ser escalado. Agora, reconhecendo-se um monte cúbico de areia, vê a ampulheta em direção ao andar de baixo.


OUTROS

O pedido de impeachment que entra hoje no protocolo da Alesc é mais um com potencial explosivo na vida do governador. Carlos Moisés amanhece rindo e, à tarde, chora. Vai ver que não é um sentimento isolado de um defensor público.


MACABRO

O Satélite sempre afirmou, há meses, que Daniela Reinehr é a salvação de Carlos Moisés. Ele depende exclusivamente dela para escapar da decapitação. Ela expeliu tanto veneno nos olhos do titular que se ela se salvar, ele morre. Ele tem que matar ela para ir os dois.


MATEMÁTICA

Como Moisés dá a Daniela Reinehr a mesma dor que ele vive, a vice odeia o tirar como este a sucessora. A salvação dela é escapar da degola e ele, igualmente, deste raciocínio. Ou seja, o governador paga para ela escapar porque, assim, ele também vive.


IMAGINAÇÃO

Daniela Reinehr é aquele pássaro que pousa dentro da boca do crocodilo para comer restos de animais entre os dentes. Neste gesto, é poupado pelo brucutu Carlos Moisés. É uma ação mútua de tolerância onde um animal precisa do outro.


ELES

Quanto mais Daniela Reinehr escapa do impeachment, mais Carlos Moisés salva a própria pele. Ali, duas peçonhas em guerra, o soro é de domínio da Alesc com cada um salvando a própria vida. Como odeiam-se, diria Sherlock Holmes a Joan Watson, é elementar.


UNIFORME

Todos os rastros deixados por ambos dentro do governo, une-os em culpa. Vão insistir na tese de golpe à moda Dilma, mas no final o resultado é o conhecido. O poder da lente de investigação é, neste caso, a mancha sobre a cabeça da pulga nas calças que ambos vestiram.


ELEMENTAR

O novo pedido de impeachment que chega hoje na Casa é mais uma pedra sobre outra. Como aquelas do Costão do Santinho onde o turista testa sua habilidade de controle depois do excelente almoço e bebida à vontade. Se a força da onda do mar derruba, a base não muda nada.


INTELIGÊNCIA

É um artifício para poucos. Nesta gestão da Casa d’Agronômica ou da moradia do bairro Itaguaçu, os tempos são de trevas. Seja do bombeiro sem mangueira ou da agricultora sem calos, é visível que os pedidos de impeachment de ambos são justamente pela ausência do que não têm.


ADIDO

O pedido de cassação de ambos é um instrumento legal da democracia que, em tese, fere o orgulho de ambos. Ele quer ela longe e vice-versa. Ali, por assim dizer, um é o pedaço do outro. A perna que falta neste, debilitar naquele. Na verdade, são um. Como afirmavam na campanha.


NADA

Se os ex-governadores são úteis agora, mesmo nunca terem sido, quem deixou a Casa d’Agronômica sabe que o atual inquilino pouco se importa com seus antecessores. Moisés nunca respeitou e, amanhã, também não vai respeitar.


JAMAIS

O tempo disse quem Carlos Moisés é, portanto, tudo que disser, será usado contra si nos tribunais. Foi pego com batom vermelho na cueca, provavelmente um carinho nas costas que, agora, não tem como explicar. Se fosse na frente, seria pior.



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