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Entrevista | Adeliana Dal Pont avalia oito anos de mandato e articula para eleger sucessor em São José

Por: Marcos Schettini
14/08/2020 16:26
Solon Soares/Agência AL

Engenheira sanitarista pela UFSC e mestre em Gestão Pública pela Univali, Adeliana Dal Pont coleciona uma trajetória de quase 30 anos na vida pública de São José. Ao final do segundo mandato como prefeita da quarta maior cidade de Santa Catarina, Adeliana foi secretária da Saúde nos anos 90, depois vereadora por dois mandatos. Derrotada nas urnas em 2008, em 2012 venceu as eleições com números de uma carreira dedicada à Saúde.

Orgulhosa por administrar uma das 25 melhores cidades para se viver no Brasil, com o 21° IDH do país, a prefeita de São José pelo PSD concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e falou do legado que deixou ao longo de oito anos, com mais de R$ 130 milhões de investimento em obras somente em 2020. Ainda, falou sobre o Governo Moisés e o futuro político. Confira:

Marcos Schettini: Em oito anos de mandato é possível mudar a vida das pessoas?

Adeliana Dal Pont: Esse sempre foi o objetivo da minha gestão. Trabalhar pelas pessoas. Fizemos um governo voltado para a população e também para o cuidado com a gestão pública. O país passou pela maior crise econômica dos últimos 30 anos e agora enfrenta uma pandemia. Mesmo assim, em São José, nós mantivemos as contas em dia e realizamos obras. A prova da eficiência e do sucesso da gestão está aí. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, São José é a 12ª cidade que mais gera empregos no Brasil em 2019. No Estado, somos o segundo e na nossa região estamos em primeiro. Com a pandemia, por exemplo, entre as quatro maiores cidades do Estado fomos a que menos perdeu postos de trabalho. Vale ressaltar também que a cidade de São José está entre as 25 melhores cidades para se viver no Brasil e é detentora do 21º maior Índice de Desenvolvimento Humano do país. É um orgulho para os moradores ser destaque nacional.

Schettini: O que a Sra. avalia como conquistas na melhoria da qualidade de vida?

Adeliana: Investimos maciçamente em Educação e Saúde. Vamos terminar o governo com 16 novas creches entregues, 12 unidades de saúde, que havia 10 anos que não se abria uma porta na saúde, desde que eu fui secretária municipal, e 15 novas áreas de lazer na cidade. E neste ano estamos com obras em todas as áreas, somando investimentos de mais de 130 milhões de reais. São recursos aplicados para melhorar a vida do cidadão.


Schettini: Onde a Sra. errou?

Adeliana: Uma gestão é feita de muitos desafios e, é claro, de erros e acertos. Acho que fizemos a lição de casa. Organizamos as finanças, construímos aquilo que a cidade precisava, como duas policlínicas e uma UPA 24 horas. Conseguimos trabalhar na infraestrutura. Somente neste ano, estamos com projetos de mais de R$ 70 milhões em drenagem e pavimentação por toda a cidade. Sempre há mais o que fazer. Uma cidade grande como São José vai sempre precisar de gestão eficiente e experiente na administração.


Schettini: Seu candidato à sucessão já está na pauta política?

Adeliana: Já está. O PSD tem candidato e no momento certo será apresentado à população. Agora, o objetivo é de organização partidária para enfrentar as eleições deste ano.


Schettini: SC está abandonada pelo governo estadual?

Adeliana: Santa Catarina é pujante e precisava de um líder que incentivasse o desenvolvimento do Estado, que fosse presente. Os prefeitos estão sem apoio do governo estadual e, desta forma, precisam se manter sozinhos.


Schettini: A Sra. é a favor da cassação do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr?

Adeliana: Há todo um processo legal sendo realizado, e acredito que a nossa Assembleia Legislativa vai saber realizar um trabalho correto.


Schettini: Por que o eleitor foi rebelde em 2018? O fenômeno vai ocorrer em 2020?

Adeliana: Não acho que foi rebeldia. Por causa do momento pelo qual o país passava, os eleitores queriam algo diferente, algo novo. Porém, a experiência nos mostra que na administração pública não dá para inventar. Espero que isso não se repita. Os eleitores precisam de alguém que entenda de gestão pública. Não se pode aventurar. Existem muitas vidas dependendo de uma mão só.


Schettini: Depois de deixar a prefeitura, o que a Sra. vai fazer?

Adeliana: Quem escolhe servir ao povo tem que estar sempre à disposição. Com a experiência de ter sido duas vezes prefeita da quarta maior cidade do estado, espero poder contribuir bastante para o nosso Estado.


Schettini: 2022 está no seu traçado de alcance?

Adeliana: 2022 ainda está longe. Temos um longo caminho pela frente, sempre defendendo os interesses da população.


Schettini: É real afirmar que a eleição em Florianópolis e São José tem influência sobre os dois municípios?

Adeliana: São duas das quatro maiores cidades catarinenses, que ficam lado a lado, mas que têm características e lideranças próprias.


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