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Transparência Criciúma

Tempo de viver

Por: LÊ NOTÍCIAS
11/04/2017 08:57 - Atualizado em 11/04/2017 08:58

Nossa existência é marcada por ciclos, que são feitos de espaços de tempo. Há tempo para nascer, viver e morrer. O trajeto é mais curto para alguns e bastante longo para outros. O tempo pouco importa. O que vale é o que foi feito com os dias que nos foram dados de presente, pois alguns realizam muito com pouco e outros se demoram a perceber a grandiosidade da vida. E, quando percebem, as luzes já se apagaram e o público voltou para casa.

Certo é que nada é em vão. Se soubermos olhar mais com a alma do que com os olhos, nós poderemos perceber as lições que nos são apresentadas a cada esquina. E veremos que a vida não é curta. Em uma existência terrena já é possível realizar muita coisa. Não somente a compra de um carro e uma casa; a conquista do diploma universitário; ou a abertura das portas da própria empresa. Mas, sim, o alcance da evolução pessoal.

Ainda mais coerente é que não somos enviados por Deus à Terra somente para construirmos paredes, que só nos servirão de esconderijo frente aos aprendizados que a divindade nos tem reservados. Fomos criados com propósitos muito maiores. Frutos do todo, temos a obrigação de tornar o nosso redor um terreno mais habitável, repleto de amor e de solidariedade.

São comuns os lamentos quando da partida carnal de alguém. O que poucos se lembram é de agradecer pelo tempo que pudemos dividir nossas vidas com a do ente ou amigo querido. Se assim for feito, compreenderemos os ciclos com mais alegria e gratidão, já que não nos sacrificaremos à tristeza, mas daremos graças pelo presente da companhia daqueles que nos cercam aqui ou em suas novas dimensões.

Enquanto nos ocuparmos somente em contar os dias que já foram e a lamentarmos por não podermos voltar ou porque aparentemente nos resta pouco a ser vivido, a vida escorrerá inutilmente por nossos dedos. Por outro lado, se soubermos viver bem, isto é, transitar suavemente entre as responsabilidades e a leveza dos pequenos prazeres, não haverá arrependimentos e nem desgostos amargos.

A quantidade de capítulos vale menos que a moral da história, não é?! Há livros grandes com histórias superficiais, e pequenas literaturas de conteúdo profundo. Preocupe-se mais em viver bem do que em viver muito. E quanto antes a despedida e a renovação – o iniciar e começar dos ciclos – forem compreendidas com naturalidade, antes nos veremos livres do acúmulo de tristezas e brindamos a graciosidade da vida.


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