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Artigo | A travessia da “ressurreição”

Por: LÊ NOTÍCIAS
18/04/2017 09:15 - Atualizado em 06/08/2020 12:01

*Por Julmir Cecon

A Páscoa 2017 foi a mais importante do pós-militarismo brasileiro, pela clareza das delações da Odebrecht na memorável e espinhenta Operação Lava Jato. Provas serão colhidas e as denúncias contra quase 500 políticos envolvidos ainda são frágeis.

Contudo, há uma seriedade institucional nessa dura travessia que, a meu ver, encanta investidores dotados de caráter, os quais são a ampla maioria. Esses apostadores de um novo Brasil, veem a chance de termos milhões de eleitores e milhares de políticos, empresários e gestores públicos com a índole re-blindada já no curto prazo.

O susto está sendo gigante e a dor, convenhamos, dói demais! Ainda mais quando o sol tende a nascer quadrado para a maioria dos listados. Não creio que a justiça seja fortemente afetada por devaneios inescrupulosos. Os Supremos e as instâncias abaixo, apesar das pressões, haverão de revelar suas unhas afiadas, mesmo que leve uma década.

Em menos de um ano após a queda da presidente (com “e”) Dilma, trouxemos a inflação de quase 11% para menos de 5% a.a.; juros estão ladeira abaixo; desemprego parou de cair; alguns setores da economia esboçam reação; cabisbaixos e caudas entre as pernas, Governo Federal, Congresso e Senado tendem a dar celeridade às Reformas, encalhadas desde FHC; especialistas internacionais já apontam o Brasil com razoável crescimento econômico em no máximo dois a três anos. Enfim, notícias são ricas se olharmos o médio prazo.

Tem mais: o Bolsa-Família, que em 15 anos consumiu a miséria de R$ 250 bilhões para cerca de 30 milhões de brasileiros, e que representa menos de 3% dos R$ 10,3 bilhões desviados de Caixa 2 apenas pela Odebrecht (de 2016 a 2014), teve reajuste de 12%; o FIES ampliou 75 mil vagas sobre 2015; cerca de 600 mil imóveis serão concluídos em 2016 no Minha Casa Minha Vida; R$ 41 bilhões estão sendo jorrados na economia este ano por conta do FGTS inativo; muitos milhões de reais (- nem o governo sabe quanto -), serão recuperados da internacionalização de recursos, sem contar o resgate de dinheiro levado (e lavado) pela corrupção, montantes ainda por serem apurados.

A “Passagem 2017”, em que pese o fato de ter enterrado centenas de nomes nos escombros de praticamente todos os partidos políticos, é o maior e mais relevante “conclave” dos últimos 30 anos. Festejemos a “ressurreição” da esperança factível, útil e possível.

*Palestrante e assessor de imprensa


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