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Vieses e consensos | As esquerdas seguem sem projeto claro para o País em meio à defecção das direitas

Por: Ralf Zimmer Junior
14/02/2021 14:17 - Atualizado em 14/02/2021 14:17
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Divulgação

As esquerdas seguem perdidas em exageros de bandeiras que são importantes sim, em relação às minorias, mas ao que parece às defraudam mais para manter as diferenças que às reduzirem, no claro afã de cativar um curral eleitoral, a esquerda está perdida como nunca esteve nesse País.

Não apontam um projeto de gestão da coisa pública consentâneo com a era digital.

No campo ideológico forcejam direitos que encontram resistências nos mesmos grupos que dizem defender.

Veja-se recente polêmica em que a ex-tenista do mais alto quilate, Martina Navratilova, ativista feminista e homossexual assumida, opôs-se à possiblidade da comunidade trans (homens que se transformam em mulher no caso) de disputar competições genuinamente femininas (sob o viés biológico) ao sério argumento de que um bombardeio de testosterona ao longo da formação do homem, nada obstante redução com coquetel de outros hormônios quando da transmudação biológica de sua sexualidade, dão-lhes vantagem na formação óssea, muscular e na resistência cardio vascular de modo que, embora sua identidade social passe a ser de mulher, sua compleição física forjada na forma masculina lhes dão vantagens para competir com mulheres “de nascença”.

No campo da política criminal, a esquerda se coloca como garantista, apregoando direito penal mínimo em relação a todo e qualquer delito, e, contraditoriamente, no campo oposto, pugnando por um direito penal do inimigo quando se trata de delitos ligados à questão de gênero. Com isso, a inflação legislativa repressiva ao invés de diminuir tais delitos, aumento-os, numa clara resposta que a pasteurização de pré-disposição para condenar ou absolver conforme o delito causa desordem social e não Justiça.

Na realidade, há que se buscar unir os diferentes e lhes assegurar equidade, e não explorar acentuadamente o que nos difere naturalmente um dos outros, como se o bem viver a vida pressupunha cerrar fileiras de homens contra mulheres, héteros contra gays, pobres contra ricos e vice-versa, não é!?!

Culpam a “extrema direita” por posições extremadas, mas não fazem a mea culpa de terem eclodido esse “estado de coisas”, em suma, a esquerda jogou gasolina na fogueira das diferenças e pregam que são contra as labaredas.

Enfim, espectro pragmático da pós modernidade exige referenciais que não se atenham a um marxismo (para as “esquerdas”) ou um fordismo (para as “direitas capitalistas”) do milênio passado. A era digital rompeu com o que eram “direitas” ou “esquerdas” há 10 anos, que dirá com as teorias pensadas no milênio passado.

De Marx restou a “práxis”, que a própria esquerda se recusa a compreender alienada em discussões etéreas com cheiro de academicismos mofado.

De Ford, restou a história e a lição recente que o capital mundial é volátil e transita aos sabores do mercado global, e que não há governo capaz de impedir isso independente de posições ideológicas e de vetustos “incentivos”.

O debate político que o Brasil clama precisa perpassar por projetos concretos inseridos nos desafios que se descortinam neste novo milênio, ou seja, a sociedade só avançará se se libertar do ranço do século passado e de suas ideologias que não circundam mais espaço relevante no mundo de hoje e do porvir, e que as esquerdas e direitas no campo teórico não dão conta sozinhas de apontar assertividades, tanto que as primeiras estão perdidas e as últimas estão em processo de defecção.

Diálogo maduro, com números em mãos (de todos os lados), compromisso e resolutividade, caso a caso, pacientemente, despidos de paixões e ódios ideológicos, só assim avançaremos para projetos concretos e dias melhores às pessoas, independente de sexo, cor ou religião...para que construamos uma nação solidária, sem preconceito nem nada, tomara Deus meu Deus tomara...


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