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A Arte do Ser | O trabalho

Por: Xenna Gheno
02/06/2020 16:50
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Divulgação

No Dia do Trabalho, postando uma foto dos mutirões da Salva na revitalização do Botafogo (que acontecia voluntariamente por jovens todos os domingos até sermos convidados a nos retirar pelo poder público), defini: o trabalho é a construção dos nossos sonhos. E me apaixonei pelo como eu entendo o trabalho, pois é um definição ampla e justa.

Infelizmente, o intendimento de trabalho para a maior parte dos adultos ainda é limitado, coroando só uma realização de sonho, a material. O que não está errado, se você humildemente compreender as outras formas de trabalho também, e os demais talentos.

Temos um péssimo hábito de julgar a arte como não trabalho, então para muitos as obras artísticas não são merecedoras de reconhecimento. E é exatamente nesse tom que agradeço o meu espaço para esse execício de comunicação, para então, a partir desta coluna focar em divulgar os trabalhos artísticos da nossa região.

E eu! Eu to muito feliz com meu trabalho, fizemos um disco incrível, que se chama “O amor é o que une”, na banda que carinhosamente fundamos há quase 10 anos para fazer música. A organização musical Novos Colonos me enche de alegria e satisfação, pois olhar o produto do nosso trabalho e ter a identificação da aplicação da nossa energia é algo sensacional. Assim como a Salva, que busca uma transformação positiva através das ações socicultura. Assim como livro de contos, o jogo virtual, o filme e todas obras que demoram anos para acontecer, e raramente são remuneradas.

O desenvolvimento social e a resoluções para inúmeros problemas passa pelo desenvolvimento cultural e só vamos conseguir isso quando primeiramente respeitarmos a arte como profissão. O caminho é longo e difícil, mas humildemente vamos lutar para chegar no dia que todo artista possa viver dignamente com a remuneração do seu trabalho.

Parabéns a todos os artistas do Oeste de Santa Catarina que por anos fazer uma arte cooperativa e voluntária. Obrigado a todos meus amigos que sempre trabalharam praticamente de graça para as obras acontecerem. Esse são os primeiros passos de uma gigantesca jornada.

Sobre o disco, você tem que ouvir, ele canta a gente, ele contextualiza quem somos. E se tivéssemos mais e mais obras íamos registrar como era aquela antiga rua, aquela antiga roupa e ficaríamos mais amorosos com nós mesmos.

Também sobre o disco, ele foi contemplado em um baita edital de Chapecó, a banda hoje é formada pela grande maioria de artistas chapecoenses, mas trouxe isso à tona porque Xaxim também poderia ter um, por exemplo, se no lugar dos vasos de flor de madeira (que logo vai apodrecer) do ”quase calçadão” de lazer, tivéssemos um edital com o mesmo valor todos os anos, poderíamos ter não só um disco, mas sim livros e filmes. Os aproximados R$ 60 mil jogados praticamente fora, poderiam virar um livro, que contava as mais lindas memórias que vão se perder no tempo, um filme, uma canção que para todo sempre falaria sobre a gente. A cultura importa, ela é uma preciosa chave para melhorar nossa sociedade. E eu, artista, sonho e construo um futuro melhor através do meu trabalho.


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